sábado, 7 de novembro de 2009

tantas vzs..


(...)
Às vezes, amor
você me olha de um jeito que eu até me sinto
num altar,
(que Deus me perdoe o sacrilégio)
mas é bom a gente se sentir assim gostado
desse jeito
como a coisa mais importante, mais formidável do mundo

E é por isso que eu apanho você em meus braços
e a amarro toda,
todinha, até soltar você, e ouvir você dizer que morreu,
que morreu bem morrida,
e que então já nada mais importa, nada, nem mesmo sputnik,
nem a bomba atômica, nem o Rio de Janeiro,
nem a vida.
.
J. G . de Araújo Jorge
(coletânea - "Poemas do Amor Ardente" 1a ed.1961)

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